quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Entrevista com Cipriano Carlos Luckesi

Cipriano Luckesi. Foto: Edson Ruiz
CIPRIANO LUCKESI   "Proponho que as escolas invistam em uma prática pedagógica construtiva e paralelamente treinem para o vestibular"
Cipriano Carlos Luckesi é um dos nomes de referência em avaliação da aprendizagem escolar, assunto no qual se especializou ao longo de quatro décadas. Nessa trajetória, que começou pelo conhecimento técnico dos instrumentos de medição de aproveitamento, o educador avançou para o aprofundamento das questões teóricas, chegando à seguinte definição de avaliação escolar: "Um juízo de qualidade sobre dados relevantes para uma tomada de decisão". Portanto, segundo essa concepção, não há avaliação se ela não trouxer um diagnóstico que contribua para melhorar a aprendizagem. Atingido esse ponto, Luckesi passou a estudar as implicações políticas da avaliação, suas relações com o planejamento e a prática de ensino e, finalmente, seus aspectos psicológicos. As conclusões do professor paulista, que vive desde 1970 em Salvador, apontam para a superação de toda uma cultura escolar que ainda relaciona avaliação com exames e reprovação. "Estamos trilhando um novo caminho, que precisa de tempo para ser sedimentado", diz. Luckesi, que é professor aposentado, orientador de pós-graduandos e integrante do Grupo de Pesquisa em Educação e Ludicidade da Universidade Federal da Bahia, concedeu a seguinte entrevista a NOVA ESCOLA.
Como é feita, hoje, a avaliação de aprendizagem escolar?
A maioria das escolas promove exames, que não são uma prática de avaliação. O ato de examinar é classificatório e seletivo. A avaliação, ao contrário, diagnóstica e inclusiva. Hoje aplicamos instrumentos de qualidade duvidosa: corrigimos provas e contamos os pontos para concluir se o aluno será aprovado ou reprovado. O processo foi concebido para que alguns estudantes sejam incluídos e outros, excluídos. Do ponto de vista político-pedagógico, é uma tradição antidemocrática e autoritária, porque centrada na pessoa do professor e no sistema de ensino, não em quem aprende.

Que métodos devem ser usados?
A avaliação é constituída de instrumentos de diagnóstico, que levam a uma intervenção visando à melhoria da aprendizagem. Se ela for obtida, o estudante será sempre aprovado, por ter adquirido os conhecimentos e habilidades necessários. A avaliação é inclusiva porque o estudante vai ser ajudado a dar um passo à frente. Essa concepção político-pedagógica é para todos os alunos e por outro lado é um ato dialógico, que implica necessariamente uma negociação entre o professor e o estudante.

Por que se insiste na aplicação de provas e exames?
Nós, educadores do início do século 21, somos herdeiros do século 17. O modelo atual foi sistematizado na época da emergência da burguesia e da sociedade moderna. Se analisarmos documentos daquele tempo, como o Ratio Studiorum, dos padres da ordem dos jesuítas, ou a Didactica Magna, do educador tcheco Comênio, veremos que o modelo classificatório que praticamos hoje foi concebido ali. Muitos outros educadores propuseram coisas diferentes desde então, mas nenhuma dessas pedagogias conseguiu ter a vigência da pedagogia tradicional, que responde a um modelo seletivo e excludente. Existem também razões psicológicas para a insistência nos velhos métodos de avaliação: o professor é muito examinado durante sua vida de estudante e, ao se tornar profissional, tende a repetir esse comportamento.

Existe alguma justificativa pedagógica para o recurso da reprovação?
Do ponto de vista pedagógico, de fato, não existe nenhuma razão cabível. A reprovação é um fenômeno que, historicamente, tem a ver com a ideologia de que, se o estudante não aprende, isso se dá exclusivamente por responsabilidade dele. As frases reveladoras são aquelas do gênero "eles não querem mais nada", "não estudam", "não têm interesse" etc. Muitas outras razões, além do próprio aluno, podem conduzir ao fracasso escolar, como as políticas públicas que investem pouco no professor e no ensino, com baixos salários e problemas de infra-estrutura. O recurso da reprovação não existe em sistemas escolares de países que efetivamente investem na qualidade da aprendizagem.

O que revelam os altos índices de reprovação, sobretudo na 1ª série?
Há aspectos internos e externos à escola. Os externos são a escassez de recursos e as más condições de ensino. Os fatores internos dizem respeito à relação professor-aluno. O professor ensina uma coisa, o estudante entende outra; ensina de uma forma e solicita que seja colocada em prática de outra; ou não usa atividades inseridas no contexto do aluno. Por exemplo: nas séries iniciais, o programa prevê o aprendizado de números múltiplos. Então pergunta-se no teste: "Quais os números menores de 200 múltiplos de 4 e de 6?" A parte que fala em "menores de 200" só está lá para confundir o aluno e complicar a questão. Muitas crianças são reprovadas porque o instrumento de avaliação é malfeito e as conduz ao erro.

Por que tanta repetência na fase de alfabetização?
Existem estudos estatísticos mostrando que o tempo médio de alfabetização no Brasil é de 22 meses. Em algumas regiões, alfabetiza-se em seis meses; em outras, demora-se três anos. Por isso se estabeleceram os ciclos de aprendizagem. Mas não se investiu na qualidade. Se houvesse esse investimento, um ano de alfabetização seria suficiente. Aqui na cidade de Salvador há um projeto em que são atendidos meninos que não conseguiram aprender a ler e escrever em até seis anos. Com uma abordagem correta, alfabetizaram-se em seis meses. Eu tenho certeza de que qualquer criança com 6 anos e meio ou 7 se alfabetiza em um ano.

Até que ponto o sistema de vestibular determina as avaliações escolares hoje? Vestibular não tem a ver com educação, mas com a incapacidade do poder público de fornecer ensino universitário para quem quer estudar. Agora, todo o ensino, desde o Fundamental, está comprometido com o vestibular. É por isso que é tão comum a adoção de testes que não medem o aprendizado, mas treinam para responder perguntas capciosas. Eu proponho que as escolas invistam em uma prática pedagógica construtiva e paralelamente treinem para o vestibular, com simulados como os feitos pelos cursinhos. Já existem escolas no Brasil que investem na qualidade de ensino e ao mesmo tempo conseguem colocar mais de 90% dos seus estudantes na faculdade, sem necessidade de cursinho.

O que é preciso para planejar a avaliação de um determinado período letivo?
O currículo escolar estabelece conteúdos para cada nível. É um parâmetro que tem de ser conhecido. Depois é essencial o planejamento de ensino, que direciona a prática pedagógica. Vamos supor que eu vá ensinar adição. Vou trabalhar o raciocínio aditivo, fórmulas de adição, propriedades, solução de problemas simples e solução de problemas complexos. Esse é o panorama que irá assegurar a prática de avaliação. Se o estudante tem o raciocínio, mas dificuldade de operar, preciso treinar essa fase. Um planejamento didático consciente prevê a elaboração de instrumentos e a correção deles quando ela for necessária para a reorientação do curso do aprendizado.

De que forma a preparação do currículo influi nesse processo?
O currículo tem de distinguir e prever o que é essencial. O que for ampliação cultural deve ser abordado apenas se houver tempo. Muitas vezes o que ocorre é uma distorção: tomar o livro didático como roteiro de aulas e considerar essencial o que está ali como ilustração, curiosidade, entretenimento.

O uso de notas e conceitos pode servir a um projeto de avaliação eficaz?
Notas ou conceitos têm por objetivo registrar os resultados da aprendizagem do aluno por uma determinada escola. Eles expressam o testemunho do educador ou da educadora de que aquele estudante foi acompanhado por ele ou ela na disciplina sob sua responsabilidade. O registro é necessário. Afinal, nossa memória viva não é capaz de reter tantos dados relativos a um estudante, quanto mais de muitos, e por anos a fio. O que ocorreu historicamente é que notas ou conceitos passaram a ser a própria avaliação, o que é uma distorção. Se os registros tiverem por objetivo observar o processo de aprendizagem de cada aluno e sua conseqüente reorientação, eles subsidiam uma avaliação formativa. Mas não se esses registros representarem apenas classificações sucessivas do estudante.

Como avaliar o modo particular como cada um aprende? É possível um atendimento tão individualizado?
Existe uma fantasia de que, quando se fala de uma avaliação eficiente, estamos nos referindo ao atendimento de três ou quatro estudantes por vez. Mas os instrumentos de coleta de dados ampliam a capacidade de observar do professor. Se eu aplico uma avaliação para 40 alunos, não há mudança do ponto de vista da qualidade. Cada um vai manifestar sua aprendizagem por meio do instrumento escolhido. Avaliação não precisa ser por observação direta, mas por instrumentos como teste, questionário, redação, monografia, participação em uma tarefa, diálogo. Em uma classe numerosa, não posso usar entrevistas de meia hora para cada aluno. Vou produzir questionários de perguntas fechadas e trabalhar mais de perto com quem não tiver um desempenho satisfatório.

Quais são as vantagens e desvantagens dos trabalhos em grupo?
Se a intenção do professor é fazer um diagnóstico do desempenho de cada um, o trabalho em grupo não vai ajudar muito, porque só avalia o conjunto. Ele é mais útil como atividade de aprendizagem ou construção de tarefa. Por outro lado, o trabalho em grupo favorece o crescimento do indivíduo entre seus pares.

Avaliação envolve um alto grau de subjetividade. Como evitar ou atenuar isso?
Há dois aspectos a considerar. Um é que o professor precisa estar honestamente comprometido com o que acredita, e isso é uma atitude subjetiva, não tem jeito. Outro aspecto é psicológico e exige autotrabalho para não deixar que questões pessoais interfiram nas profissionais. Evitar a subjetividade, nesse sentido, tem a ver com cuidar de si mesmo e do cumprimento de seus compromissos.


Fonte: www.novaescola.com

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Quando a escola é de vidro – Ruth Rocha

“Naquele tempo eu até que achava natural que as coisas fossem daquele jeito.
Eu nem desconfiava que existissem lugares muito diferentes…
Eu ia para a escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro.
É, no vidro!
Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não!
O vidro dependia da classe em que agente estudava.
Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de um tamanho.
Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinho maior.
E assim, os vidros iam crescendo à medida que você ia passando de ano.
Se não passasse de ano, era um horror.
Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado, coubesse ou não coubesse.
Aliás nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros.
E pra falar a verdade, ninguém cabia direito.
Uns eram muito gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável.
Os muitos altos de repente se esticavam e as tampas dos vidros saltavam longe, às vezes até batiam no professor.
Ele ficava louco da vida e atarraxava a tampa com força, que era pra não sair mais.
A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava…
As meninas ganhavam uns vidros menores que os meninos.
Ninguém queria saber se elas estavam crescendo depressa, se não cabiam nos vidros, se respiravam direito…
A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física.
Mas aí a gente já estava desesperado, de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros.
As meninas, coitadas, nem tiravam os vidros no recreio. E na aula de Educação Física elas ficavam atrapalhadas, não estavam acostumadas a ficarem livres, não tinham jeito nenhum para Educação Física.
Dizem, nem sei se é verdade, que muitas meninas usavam vidros até em casa.
E alguns meninos também.
Estes eram os mais tristes de todos.
Nunca sabiam inventar brincadeiras, não davam risada a toa, uma tristeza!
Se a gente reclamava?
Alguns reclamavam.
Então os grandes diziam que sempre tinha sido assim; ia ser assim o resto da vida.
A minha professora dizia que ela sempre tinha usado vidro, até para dormir, por isso é que ela tinha boa postura.
Uma vez um colega meu disse pra professora que existem lugares onde as escolas não usam vidro nenhum, e as crianças podem crescer a vontade.
Então a professora respondeu que era mentira.Que isso era conversa de comunistas. Ou até coisa pior…
Tinha menino que tinha até que sair da escola porque não havia jeito de se acomodar nos vidros. E tinha uns que mesmo quando saiam dos vidros ficavam do mesmo jeitinho, meio encolhidos, como se estivessem tão acostumados que estranhavam sair dos vidros.
Mas uma vez veio para a minha escola um menino, que parece que era favelado, carente, essas coisas que as pessoas dizem pra não dizer que era pobre.
Ai não tinha vidro pra botar esse menino.
Então os professores acharam que não fazia mal não, já que ele não pagava a escola mesmo…
Então o Firuli, ele se chamava Firuli, começou a assistir as aulas sem estar dentro do vidro.
Engraçado é que o Firuli desenhava melhor que qualquer um, o Firuli respondia perguntas mais depressa que os outros, o Firuli era muito mais engraçado…
Os professores não gostavam nada disso…
Afinal, o Firuli podia ser um mau exemplo pra nós…
Nós morríamos de inveja dele, que ficava no bem-bom, de perna esticada, quando queria ele espreguiçava, e até meio que gozava a cara da gente que vivia preso.
Então um dia um menino da minha classe falou que também não ia entrar no vidro.
Dona Demência ficou furiosa, deu um coque nele e ele acabou tendo que se meter no vidro, como qualquer um.
Mas no dia seguinte duas meninas resolveram que não iam entrar no vidro também:
– Se Firuli pode por que é que nós não podemos?
Mas dona Demência não era sopa.
Deu um croque em cada uma, e lá se foram elas, cada uma pro seu vidro…
Já no outro dia a coisa tinha engrossado.
Já tinha oito meninos que não queriam saber de entrar nos vidros.
Dona Demência perdeu a paciência e mandou chamar seu Hermenegildo que era o diretor lá da escola.
Hermenegildo chegou muito desconfiado:
Aposto que essa rebelião foi fomentada pelo Firuli. É um perigo esse tipo de gente aqui na escola. Um perigo!
A gente não sabia o que queria dizer fomentada, mas entendeu muito bem que ele estava falando mal do Firuli.
Seu Hermenegildo não conversou mais. Começou pegar os meninos um por um e enfiar á força dentro dos vidros.
Mas nós estávamos loucos para sair também, e para cada um que ele conseguia enfiar dentro do vidro, já tinha dois fora.
E todo mundo começou a correr do seu Hermenegildo, que era para ele não pegar a gente, e na correria começamos a derrubar os vidros.
E quebramos um vidro, depois quebramos outro e outro mais e dona Demência já estava na janela gritando:
– SOCORRO! VÂNDALOS! BÁRBAROS!
(Pra ela bárbaro era xingação).
Chamem os Bombeiros, o Exército da Salvação, a Polícia Feminina…
Os professores das outras classes mandaram cada um, um aluno para ver o que estava acontecendo.
E quando os alunos voltaram e contaram a farra que estava na 6ª série todo mundo ficou assanhado e começou a sair dos vidros.
Na pressa de sair começaram a esbarrar uns nos outros e os vidros começaram a cair e a quebrar.
Foi um custo botar ordem na escola e o diretor achou melhor mandar todo mundo pra casa, que era pra pensar num castigo bem grande, pro dia seguinte.
Então eles descobriram que a maior parte dos vidros estava quebrada e que ia ficar muito caro comprar aquela vidraria toda de novo.
Então diante disso seu Hermenegildo pensou um bocadinho, e começou a contar pra todo mundo que em outros lugares tinha umas escolas que não usavam vidro nem nada, e que dava bem certo, as crianças gostavam muito mais.
E que de agora em diante ia ser assim: nada de vidro, cada um podia se esticar um bocadinho, não precisava ficar duro nem nada, e que a escola agora ia se chamar Escola Experimental.
Dona Demência, que apesar do nome não era louca nem nada, ainda disse timidamente:
– Mas seu Hermenegildo, Escola Experimental não é bem isso…
Seu Hermenegildo não se perturbou:
– Não tem importância. A gente começa experimentando isso. Depois a gente experimenta outras coisas…
E foi assim que na minha terra começaram a aparecer as Escolas Experimentais.
Depois aconteceram muitas coisas, que um dia eu ainda vou contar…”
Não tenho conhecimento em pedagogia e por isso não sei dizer o que é escola experimental.
Li esse texto quando fazia licenciatura em matemática e tinhamos algumas disciplinas de cunho pedagógico.
Na minha opinião, esse texto pode ser associado a muitos aspectos na vida, possibilitando diversas analogias de se viver preso em um vidro. Não admiro muito os processos que tratam as pessoas como iguais, sem considerar suas particularidades, vivências, crenças, entre outros. Sou a favor de quebrarmos os vidros! As pessoas devem aceitar as diferenças umas das outras e se unir, cada qual com seu potencial, em prol de melhorar o mundo que nos cerca.

SEQUÊNCIA DIDÁTICA: A ÉTICA NA ESCOLA



JUSTIFICATIVA

                             Essa sequência surgi da necessidade encontrada na maioria das salas de aula: a falta de valores éticos nas relações pessoais, onde a falta de respeito de si e ao próximo é visível, bem como a falta de consideração ao patrimônio escolar. Busca-se que essa sequência lance oportunidades de diálogos, a propósito de uma construção da consciência ética. Portanto ela tem a finalidade de promover entre os alunos uma conscientização sobre o que é Ética e como ela influencia a cidadania e as noções de convívio social.

OBJETIVO GERAL


                            - Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS


-       Aprofundar ações educativas que levem à formação ética e moral;

-       Levar ao cotidiano das aulas, reflexões sobre a ética, seus valores e fundamentos;

-          Trabalhar a construção de relações interpessoais na escola;

-          Construir valores socialmente desejáveis.

CONTEÚDOS  TRABALHADOS

Língua Portuguesa

- Escrita de texto considerando o gênero, o leitor, a legibilidade e a finalidade;
- Pontuação;
- Coerência e coesão;
- Letra maiuscúla e minúscula, paragrafação;
- Negociação de acordos em situações comunicativas, debatendo opiniões e manifestando seus sentimentos, preocupando-se em fazer-se entender nas conversas.

Ciências, geografia e matemática
- A sustentabilidade
-Gráficos
- A água
- Razão e proporção
- Porcentagem

Artes

- Leituras de imagens;
-  Elementos da dramatização;


ATIVIDADES

 Lingua Portugesa

- Roda de conversas sobre os problemas vivenciados na sala de aula;
-Listagem dos problemas encontrados na sala;
- Produção de texto sobre o comportamento da sala;
- Entrevista com um colega sobre como resolver os problemas encontrados na sala;
 - História em quadrinho;
- Construção de um contrato didático;
- Elaboração de um acróstico, correlacionando com atitudes pautadas nos valores éticos, para ser exposto na sala;
- Elaboração e registro em um diário de classe sobre o comportamento da sala;
- Dinâmicas

Matemática
- Situações problemas com cálculos matemáticos
- Dinâmicas e atividades

Ciências
Roda de conversa
Leitura e compreensão de texto
- Dinâmicas e atividades

Geografia
Leitura e interpretação de gráficos
Questões com desafios
- Dinâmicas e atividades

Artes

- Dramatizações de cena discriminátoria, falta de respeito no contexto social e escolar (a professora antes escolherá dois alunos e passará a cena em segredo dos demais colegas, no meio da aula eles encenam a briga, com xingamentos. Esta atividade lança um debate em torno das atitudes e valores no trato com o próximo);
- Debate sobre a dramatização;
- Exibição do filme A corrente do bem, com o objetivo de relacionar o nosso bem-estar à satisfação de contribuir com o outro;
- Autoavaliação.


ANEXOS





DINÂMICAS DE GRUPO
TROCA DE SEGREDO
OBJETIVO: Criar maior habilidade de empatia entre os participantes grupais.
TAMANHO DO GRUPO: 25 a 30 participantes.
TEMPO REQUERIDO: 45 minutos aproximadamente.
MATERIAL USADO: Lápis e papeletas.
AMBIENTE FÍSICO: Uma sala com carteiras.
PROCESSO:
·   O animador distribui uma papeleta para cada membro participante;
·   Os participantes deverão descrever, na papeleta, uma dificuldade que sentem no relacionamento, e que não gostariam de expor oralmente;
·  O animador recomenda que todos despistem a letra, para não revelar o autor;
·  O animador solicita que todos dobrem a papeleta de forma idêntica, e uma vez recolhida, misturará e distribuirá uma papeleta dobrada para cada participante;
·  A seguir, o animador recomenda que cada qual assuma o problema que estiver na papeleta, como se fosse ele mesmo o autor, esforçando-se por compreendê-lo;
·  Cada qual, por sua vez, lerá em voz alta o problema que estiver na papeleta, usando a 1ª pessoa "eu" e fazendo as adaptações necessárias, dando a solução;
·  Ao explicar o problema aos outros, cada qual deverá procurar pesonalizá-lo;
·  Não será permitido debate, nem perguntas sobre o assunto, durante a exposição;
·  No final, o animador poderá liderar o debate sobre as reações, formulando as seguintes perguntas:
·   Como você se sentiu ao descrever o seu problema ?
·   Como se sentiu ao explicar o problema de um outro ?
·   Como se sentiu quando o seu problema foi relatado por um outro ?
·   No seu entender, o outro compreendeu o seu problema ?
·   Conseguiu pôr-se na sua situação ?
·   Você sentiu que compreendeu o problema da outra pessoa ?
·   Como você se sentiu em relação aos outros membros do grupo ?  
·   Mudaram seus sentimentos em relação aos outros, como conseqüência deste exercício ?

ESCLARECIMENTOS DE VALORES
Objetivos:
a) Demonstrar que o conceito de valores varia de acordo com as pessoas.
b) Conscientizar os membros participantes sobre o problema de valores diferentes.
Tamanho Do Grupo: Oito a dez pessoas, podendo fazer-se o exercício, com vários subgrupos, simultaneamente.
Tempo Requerido: Vinte e cinco minutos, aproximadamente.
Material  Exigido: Papel em branco, lápis ou caneta.
Redação de três frases.
Ambiente Físico: Uma sala suficientemente ampla, com cadeiras, para acomodar todos os membros participantes.

Processo:
I. O animador explica inicialmente o exercício, e a seguir distribui uma folha com frases para cada membro, para que possa escolher uma dentre as três que achar a mais importante. As três frases podem ser, por exemplo:
 Ser generoso com as demais pessoas.
Ser seu próprio chefe.
Ter amigos compreensivos.
II. Feita a escolha, formam-se subgrupos, juntando-se os membros de acordo com a escolha feita. Aqueles que escolheram, por exemplo, as primeiras frases, como sendo a mais importante, irão discutir as razões desta importância. Assim, formam-se subgrupos semelhantes, para cada combinação de frase.
III. Após uns dez minutos de discussão, forma-se o plenário, para expor a todos os participantes as razões da escolha de tal ou qual frase.
No final, haverá um momento para depoimentos sobe a experiência vivida no exercício.
  Outros Tipos de Frases
. Sair de mim mesmo para ajudar os demais.
. Poder indicar aos outro o que fazer.
. Livrar-se das normas e das leis.
. Fazer o que for moralmente correto.
. Preparar os demais para ajudar-me.

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL
Material necessário: folhas em branco, canetas, balões coloridos.
Esta dinâmica pode ser aplicada para melhorar a qualidade do relacionamento interpessoal entre os integrantes de uma mesma equipe, a qualquer tempo.
Processo:
Para iniciar a atividade, convide os participantes para sentarem dispostos em um círculo e distribua uma caneta, uma folha de papel e um balão para cada um;
Peça para escreverem o nome completo no alto da folha, legível e, após, para dobrarem a folha de papel no formato de uma gaita, com várias dobras espaçadas igualmente – se forem seis participantes, a gaita deve ter duas dobras; se forem oito, três dobras; se forem dez, quatro dobras e assim por diante;
Na seqüência, peça para todos encherem seus balões, “descarregando” dentro deles, todos os sentimentos negativos que impedem um bom relacionamento: ciúme, desconfiança, inveja, arrogância, etc… e que, após cheios e fechados, todos os balões devem ser depositados no centro do círculo;
Agora, peça para cada participante entregar a sua folha para o colega a sua direita e este deve escrever, sem se identificar, um adjetivo que melhor define, na opinião dele, o colega cujo nome está escrito na folha. Cada adjetivo deve ser escrito em um dobra da gaita e repassado ao colega a direita.
Quando todos estiverem escrito em todas as “gaitas” (uma volta completa), peça para que os seus “proprietários” leiam, em silêncio, tudo que está escrito em suas “gaitas” – fique atento à reação dos participantes.
Convide o grupo a se manifestar sobre os sentimentos que tiveram ao ler o que foi escrito sobre cada um. É provável que o momento seja de elevada carga emotiva.
Após a participaçao espontânea de quem quiser falar, comente brevemente sobre o espírito de equipe, a qualidade do relacionamento entre eles e encerre a atividade solicitando que todos, em pé, de braços ou mãos dadas, estourem os balões que encheram no início da atividade


TEXTO: RESPEITO AO PRÓXIMO E A PROPRIEDADE ALHEIA
O MACACO PICHADOR.

                            Algo de estranho estava acontecendo na floresta. O João de barro acabou de construir sua casa. E ao acordar de manhã ele leva um susto! – o que é isso? Quem foi capaz de fazer uma maldade dessas? Chamou toda família para mostrar. A parede de fora de sua casa estava toda suja e rabiscada. Uma grande pichação!
                            As abelhas estavam trabalhando, visitando várias flores para produzir seu mel. Quando voltam para casa, elas não acreditaram no que viram. Sua colméia tinha sido jogada no chão. E alguém comeu todo seu estoque de mel e sua geléia. Quem será que está fazendo isso? Poxa vida! Na caverna do urso foram encontradas muitas cascas de bananas pelo chão. Alguém comeu as bananas e se esqueceu do lixo. Opa! Será que é uma pista? Qual animal gosta de comer bananas? É talvez, seja o um macaco.  Os animais então fizeram uma reunião e resolveram contratar um detetive para investigar o caso. O louva a deus. Ele propôs ficar vigiando a redondeza e pegar o infrator no pulo. Ao anoitecer o louva a deus viu um macaco despistando e se afastando do grupo que dormia. O louva a deus ficou de olho nele. Será que é esse macaco? Pensou.
                           O macaco então se aproximou do macaco vizinho, e sem que ninguém percebesse, vupt! Cortou o cipó. Único meio de transporte do colega que estava dormindo e ia trabalhar no outro dia bem cedo. Pouco tempo depois já estava juntando pedras para jogar no ninho do canarinho. E já ia jogar quando o detetive louva a deus chegou e deu uma bronca nele. - Não faça isso? O Sr canário trabalhou muito para construir esse ninho para proteger os ovinhos que chegaram e é lá que os filhotinhos vão crescer. Toda ação nossa casa carregando no bico o material necessário? E você, o que fez? Pichou a casa dele toda. As abelhas coitadas trabalham até de madrugada e como vão descansar? Alguém destruiu a casa delas. E não é só isso não? Quando amanhecer você pode observar que a tartaruga estará carregando sobre seu casco gravetos e madeiras em direção ao rio, pois alguém lançou pedras e destruiu a barragem que os animais usam para atravessar o rio.
                            O macaco escutava e olhava a tudo atento, pois tinha sido descoberto e temia ser castigado. O louva a deus prosseguiu: se uma pessoa destrói a casa do outro como poderá um dia ter uma? Se cortares o cipó do outro como poderá ter seu próprio transporte? Você acha justo roubar o alimento dos outros? Que trabalhou tanto para consegui–lo? Como você pode ser respeitado se não respeita os outros? Enquanto o louva a deus falava o macaco pulou apressado para um galho e começou a juntar e espremer morangos, fazendo uma espécie de tinta. Chateado o detetive entrou em sua casa e foi dormir. A conversa não tinha adiantado nada. Pois o macaco estava se preparando para pichar novamente.
Na manhã seguinte os animais tiveram uma surpresa. A tinta que o macaco estava fazendo a noite anterior era para pintar a casa do João de barro. A mesma que ele tinha pichado. E ajudou a reconstruir tudo que havia destruído. E quer saber a verdade? Ele sentiu mais prazer em ajudar do que estragar. Hoje a floresta está mais bonita. As casas estão ficando mais coloridas, pois o macaco criou novas cores amassando pétalas de flores. E já tem até um ateliê de arte e pintura.









LÍGUA PORTUGUESA

TEMA: ética e cidadania.

OBJETIVOS:
· valorizar o conhecimento prévio do aluno, propondo o conhecimento ético;
· estabelecer um melhor convívio com o grupo;
· construir valores na escola e na sociedade;
· iniciar um trabalho que envolve a ética como objeto de estudo;
· relacionar a ética com os valores morais e a cidadania;
· identificar os direitos das crianças através do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA);
· refletir a importância do comportamento ético e do exercício da cidadania;
· trabalhar as diferenças sociais.

CONTEÚDOS:
· textos: ética, cidadania, valores morais;
· fábula “O patinho feio”;
· o cidadão brasileiro;
· os direitos da criança e do adolescente.

AÇÃO DIDÁTICA/METODOLOGIA/ATIVIDADES

O início da aula começará através de uma introdução sobre o tema ética e cidadania,  será formado um círculo para discutir as opiniões dos alunos. Logo após,  será entregue fábula  “ O patinho feio”para explicar o conteúdo e depois ler os textos para relacionar a fábula com o tema “ética”.
Entregar os textos para ser explicados.

O PATINHO FEIO

Era uma vez...
Uma patinha que teve quatro patinhos muito lindos, porém quando nasceu o último, a patinha exclamou espantada:
_ Meu Deus, que patinho tão feio!
Quando a mãe pata nadava com os filhotes, todos os animais da quinta olhavam para eles.
_ Que pato tão grande e feio?
Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe:
_ Vai-te embora, porque é por tua causa que toda a gente está a olhar para nós!
Afastou-se tanto que deu por si na outra margem. De repente ouviram-se uns tiros. O Patinho Feio observou como um bando de gansos se lançava em vôo. O cão dos caçadores perseguiu-o furioso.
Conseguiu escapar do cão, mas não tinha para onde ir, não deixava de andar. Finalmente o inverno chegou. Os animais do bosque olhavam para ele cheios de pena.
_ Onde é que irá o Patinho Feio com este frio? Não parava de nevar. Escondeu-se debaixo de uns troncos e foi ali que a velhinha com um cãozinho o encontrou.
_ Pobrezinho! Tão feio e tão magrinho! E levou-o para casa.
Lá em casa, trataram muito bem dele. Todos, menos um gatinho cheio de ciúmes, que pensava: “Desde que este patinho está aqui, ninguém me liga”.
Voltou a primavera. A velha cansou-se dele, porque não servia para nada: não punha ovos e, além disso, comia muito, porque estava a ficar muito grande.
O gato então aproveitou a ocasião:
_ Vai-te embora! Não serves para nada!
A nadar chegou a um lago em que passavam dois belos cisnes que olhavam para ele. O Patinho Feio pensou que o iriam enxotar. Muito assustado, ia esconder a cabeça entre as asas, quando, ao ver-se refletido na água, viu nada mais, nada menos, do que um belo cisne que não era outro senão ele próprio.
Os cisnes desataram a voar e o Patinho Feio fugiu atrás deles.
Quando passou por cima da sua antiga quinta, os patinhos, seus irmãos, olharam para eles e exclamaram:
_ Que cisnes tão lindos!

Moral da história: nem sempre o que importa é a aparência e sim o interior das pessoas.

Comentar a fábula com as crianças e introduzir o tema “Respeito às diferenças”, e também “Ser ético é uma lição de cidadania”.

ÉTICA

A ética é uma característica a toda ação humana, por esta razão, é um elemento vital na produção da realidade social. Todo homem possui um senso ético, uma espécie de “consciência moral”, estando constantemente avaliando e julgando suas ações para saber se são boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas. A ética possui normas, regras e valores, ela visa estabelecer os comportamentos morais.

CIDADANIA

A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada. Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum diferenciando o certo do errado tendo ética.

VALORES MORAIS

Os valores morais são juízos sobre as ações humanas que se baseiam em definições do que é bom/mau ou do que é o bem/o mal. Eles são imprescindíveis para que possamos guiar nossa compreensão do mundo e de nós mesmos e servem de parâmetros pelos quais fazemos escolhas e orientamos nossas ações. Os valores morais servem justamente para orientar as pessoas no momento de escolhas e de construção de suas existências.

O CIDADÃO BRASILEIRO

No Brasil, considera-se um cidadão todo indivíduo dotado de direitos e deveres em uma sociedade. Entre os seus direitos estão votar nos governantes que fazem as leis, ter acesso aos serviços públicos (por exemplo, hospitais e escolas), organizar-se livremente em associações, manifestar suas idéias religiosas e políticas, etc. Em troca, o cidadão tem deveres como pagar impostos e cumprir as leis.

(Ciência Hoje das crianças)

Conversar com os alunos sobre o ano político, votar é um dever de cidadania que devemos exercer, o voto é um direito de todo cidadão acima de 16 anos, mas para votar as pessoas precisam de um documento chamado “Título de Eleitor”: mostrar o título para as crianças.
Debater esse assunto.

Explicação “Ética e cidadania”

Desde cedo aprendemos a não mentir, roubar, cobiçar, aprendemos que isso não é ético.
Mas o que é ética? É toda ação humana, e ter consciência entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, e usar os valores morais e respeitar os direitos de todos e cumprir seus deveres, ser cidadão e ter cidadania. É ter uma boa conduta perante a sociedade e ter princípios.
Para que explicar ética na escola?
Ressignificar a prática docente atribuindo ao professor o papel de mediador, contribuindo certamente, para que essas premissas se tornem cada vez mais próximas da realidade, e valores morais e a educação sejam uma constante na construção plena do cidadão e buscar sua autonomia no resgate da cidadania.
É importante ressaltar ao aluno que existem vários tipos de ética e todas elas têm o mesmo significado saber o que é certo ou errado, e valores morais são os bons costumes que aprendemos.
Lembrar que devemos ter esses bons costumes perante a escola, na comunidade, na família.

CIDADANIA

É a participação social e política. É o exercício dos direitos e dos deveres. É a adoção de atitudes corretas no dia-a-dia, tais como solidariedade, cooperação, respeito aos outros. É viver dignamente, respeitando a si e ao outros, e não concordar com as injustiças.
Cidadania é o direito de:
1. morar decentemente;
2. estudar;
3. ter lazer;
4. ter atendimento necessário nos problemas de saúde.

É ter dever de:
1. não jogar lixo na rua.
2. não quebrar o orelhão;
3. ser solidário com as pessoas carentes;
4. respeitar as leis.

OS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
· direito à vida;
· direito à alimentação;
· direito à educação;
· direito ao respeito;
· direito à dignidade;
· direito à saúde;
· direito à liberdade;
· direito à convivência familiar e comunitária;
· direito à profissionalização;
· direito à cultura;
· direito ao lazer.
De acordo com o artigo 227 da Constituição Federal e do artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente.

ATIVIDADES

1) Construir um acróstico com os alunos

Essencial no
Trabalho educacional respeitando o
Indivíduo, visando o bem
Comum, levando a
Apropriar-se de valores


Evidenciando o


Conhecimento
Indispensável ao crescimento pessoal, agindo
Democraticamente, respeitando
As
Diferenças, buscando caminhos para
Amenizar as desigualdades
Na vida do
Indivíduo
Atuando como agente que transforma a sociedade.

2) Valores são importantes para nós criarmos um estatuto da ética e dos valores morais

Saber ser ético
É ter uma boa conduta
Diferencia o certo do errado
Ter consciência e princípios
Ser cidadão e
Estuda os comportamentos morais
São valores morais
Não mentir, roubar, cobiçar, trapacear, etc.

3) Após a leitura, qual é o ensinamento transmitido pela fábula “O patinho feio”?
4) Você concorda com esse ensinamento? Por quê?
5) Junto com a professora comente a frase: O respeito à diferença: uma lição de ética e cidadania.
6) Faça um pequeno comentário sobre a fábula.
7) Trabalhando o dicionário. Procure o significado das palavras ética e cidadania.
8) O que é ser cidadão?
9) Quais os tipos de éticas?
10) O que a fábula tem em relação com a ética?
11) Quais são os valores que encontramos na escola e na comunidade?
12) Quais deles você pratica?
13) O que é ser ético?
14) Na cruzadinha dada, encontre as palavras relacionadas à ética e à cidadania:
VALORES MORAIS DIREITOS E DEVERES
CIDADÃO SOLIDARIEDADE
CIDADANIA ÉTICA
15) Faça um pequeno texto sobre “diferenças sociais” relacionado com a fábula.
16) Dê exemplos de falta de ética e outro que apresente os valores morais. Desenhe um deles.
17) Construir na sala um cartaz sobre as boas maneiras e ética escolar.
19) Com ajuda de seus pais, faça uma pesquisa sobre ética na sua comunidade.
20) Recorte nas revistas, jornais uma reportagem ou figura que fale sobre qualquer desses temas.
21) Construa uma frase sobre ética.

O QUE É BOM OU RUIM
Observe as frases. Leia o que está escrito com a ajuda da sua professora e assinale (X) nas boas atitudes:
( ) AJUDAR A MAMÃE.
( ) DEIXAR OS materiais escolares ESPALHADOS.
( ) FAZER SILÊNCIO PARA OUVIR OS OUTROS.
( ) CEDER O LUGAR AOS MAIS VELHOS.
( ) BRIGAR NA HORA DO RECREIO.
( ) CUMPRIMENTAR AS PESSOAS.
( ) NÃO COLABORAR NA ORGANIZAÇÃO DA SALA.
( ) AJUDAR O COLEGA.

Troque idéias com seus colegas sobre a importância da ética na convivência com os outros.
23) Você vem agindo como um cidadão?
24) Quais as ações de cidadania que você pratica?
25) Faça um desenho mostrando uma situação de desrespeito à cidadania.
26) Ser solidário é ser cidadão?
27) Para você, quais são seus deveres em relação à escola, a família e a comunidade que você vive.

RECURSOS:
· texto;
· quadro,
· impressora;
· folha sulfite;
· materiais didáticos;
· estatuto da criança e do adolescente.

AVALIAÇÃO
Processual e contínua.
Serão avaliados as produções individuais e coletivas, as atividades, a expressão oral e escrita, participação, interesse e a recuperação será feita ao decorrer do ano e de todo o processo.


A LEBRE E A TARTARUGA
   UM DIA, UMA TARTARUGA COMEÇOU A CONTAR VANTAGEM DIZENDO QUE CORRIA MUITO DEPRESSA, QUE A LEBRE ERA MUITO MOLE, E ENQUANTO FALAVA, A TARTARUGA RIA E RIA DA LEBRE. MAS A LEBRE FICOU MESMO IMPRESSIONADA FOI QUANDO A TARTARUGA RESOLVEU APOSTAR UMA CORRIDA COM ELA.
   “DEVE SER SÓ DE BRINCADEIRA!”, PENSOU A LEBRE.
   A RAPOSA ERA O JUIZ E RECEBIA AS APOSTAS. A CORRIDA COMEÇOU, E NA MESMA HORA, CLARO, A LEBRE PASSOU À FRENTE DA TARTARUGA. O DIA ESTAVA QUENTE, POR ISSO LÁ PELO MEIO DO CAMINHO A LEBRE TEVE A IDEIA DE BRINCAR UM POUCO. DEPOIS DE BRINCAR, RESOLVEU TIRAR UMA SONECA À SOMBRA FRESQUINHA DE UMA ÁRVORE.
   “SE POR ACASO A TARTARUGA ME PASSAR, É SÓ CORRER UM POUCO E FICO NA FRENTE DE NOVO”, PENSOU.
   A LEBRE ACHAVA QUE NÃO IA PERDER AQUELA CORRIDA DE JEITO NENHUM. ENQUANTO ISSO, LÁ VINHA A TARTARUGA COM SEU JEITÃO, ARRASTANDO OS PÉS, SEMPRE NA MESMA VELOCIDADE, SEM DESCANSAR NEM UMA VEZ, SÓ PENSANDO NA CHEGADA. ORA, A LEBRE DORMIU TANTO QUE ESQUECEU DE PRESTAR ATENÇÃO NA TARTARUGA. QUANDO ELA ACORDOU, CADÊ A TARTARUGA? BEM QUE A LEBRE SE LEVANTOU E SAIU ZUNINDO, MAS NEM ADIANTAVA! DE LONGE ELA VIU A TARTARUGA ESPERANDO POR ELA NA LINHA DE CHEGADA.
ESOPO. FÁBULAS DE ESOPO. SÃO PAULO: COMPANHIA DAS LETRINHAS, 1994



Após a leitura do texto será questionado aos alunos:·
 Na história, a atitude da lebre foi uma atitude ética ao se gabar de que era a mais veloz de todos os animais?·
Em nosso dia-a-dia, acontecem disputas como esta?·
Em que situações e lugares?·
 Por quais motivos?·
Esse tipo de atitude pode prejudicar alguém?
· E o que precisamos ter para que isto não aconteça?·
 Que atitude uma pessoa com ética tomaria se estivesse no lugar da lebre?
· No fim da história a lebre aprendeu a lição?
ATIVIDADES Responda!
1)      Em sua opinião o que é ter ética e o que é ser cidadão?
2)     Cite alguma situação em que haja um cidadão
3)      QUANTOS PARÁGRAFOS EXISTEM NO TEXTO?
4)    ONDE SE PASSA ESTA HISTÓRIA?
4)       PORQUE A LEBRE ACHAVA QUE IA GANHAR A CORRIDA?
5)        O QUE FOI QUE A TARTARUGA FEZ QUE A AJUDOU A GANHAR A CORRIDA?
6)   ESTA HISTÓRIA É UMA FÁBULA, E TODAS ELAS PASSAM UMA MENSAGEM QUE CHAMAMOS DE MORAL DA HISTÓRIA. QUAL É A MORAL DESTA HISTÓRIA?
A)   (    ) QUEM AVISA AMIGO É
B)   (    ) DEVAGAR SE VAI AO LONGE
C)   (    ) QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO
7)  FAÇA UMA ILUSTRAÇÃO DESTA FÁBULA.


Contrato didático
Ai vai um exemplo de contrato didático com os professores . Como diz o ditado:"combinado não sai caro"
CONTRATO PEDAGÓGICO - COMBINADOS DO GRUPO
 

1- Ter ética com os colegas, alunos e pais.

2- Fazer uso das “palavras mágicas” constantemente com colegas, pais e crianças
(por favor, obrigado, licença, desculpa, bom dia).

3- Ser solidário com as pessoas que convivo diariamente.

4- Estarmos abertos as criticas construtivas dos colegas.

5- Saber ouvir o que os outros desejam falar (pedidos de ajuda, sugestões).

6- Controlar o tom e o volume da voz.

7- Respeitar horários e espaços coletivos.

8- Criar oportunidades de interação entre os grupos de alunos e funcionários através de atividades planejadas.

9- Compreender o outro, se colocando no lugar dele. O que não quero para mim,
não devo fazer aos outros.

10- Respeito acima de tudo.

11- Ter cuidado ao tocar as crianças quando estivermos nervosas.

12- Nos momentos de conflito praticar a tolerância e paciência.

13- Colaborar e contribuir com os trabalhos coletivos.

14- Tomar cuidado com os pertences das crianças.

15- Respeitar a opinião do outro, mesmo discordando, pois discordar não significa desrespeitar.

16- Manter um ambiente harmonioso, ninguém tem culpa dos nossos problemas. Sorrir faz bem para alma.

17- O semanário deve ser entregue toda 2ª feira e as aulas devem ser preparadas com antecedência.


18- As crianças devem sempre contar com a permanência de um adulto acompanhando suas atividades (banheiro, sala de aula, pátio) para poderem receber as orientações necessárias e evitar incidentes desagradáveis

UMA BOA NOTÍCIA

“A boa notícia é que, bem pertinho da capital do Brasil, numa vila de pouco mais de mil moradores chamada Área Alfa, católicos e evangélicos dividem o mesmo templo.
No princípio, a Capela Sagrado Coração de Jesus e Maria era só dos católicos. Os evangélicos faziam seus cultos numa pequena casa desocupada, mas tiveram que abandoná-la. Ficaram sem templo. Mas por pouco tempo.
         Logo, a fé dos evangélicos acabou sendo acolhida pela capela dos católicos. Há três anos, todo domingo é assim: primeiro vem a missa, e os católicos rezam; terminada a missa, é a hora do culto, e os evangélicos oram, no mesmo lugar onde antes se celebrara a missa.
Mas e as imagens dos santos católicos, que tantas manifestações de intolerância têm causado? Ah, os evangélicos recolhem cuidadosamente as imagens do Sagrado Coração de Jesus, Imaculada Conceição de Maria, Nossa Senhora de Fátima e Nossa    Senhora do Rosário, guardam com todo cuidado num quartinho, e começam o culto.
Os católicos dizem que compartilhar o mesmo teto com os evangélicos deu um bom fruto do diálogo religioso, e que todos são cristãos, e que o templo é de todos.
Os evangélicos agradecem – e contam: quando os católicos têm problemas, pedem aos evangélicos que orem por eles; e os católicos retribuem, rezando pelos evangélicos.”

(Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Cartilha: Diversidade religiosa e direitos humanos, 2004, ps. 35 e 36).


ATIVIDADES

1.Crie uma história em quadrinhos a partir da ideia do texto que você leu acima, depois compartilhe com os colegas a sua produção.


2. Em equipe, leia o poema e tente criar uma melodia para o mesmo. Vocês poderão criar uma coreografia e apresentá-la para os colegas de outras turmas.

CIÊNCIAS
SAIBA COMO EVITAR O DESPERDÍCIO DE ÁGUA

Precisamos preservar o meio ambiente economizando água e evitando o desperdício.
Para contribuir com a economia desse recurso natural fundamental para nossa existência listamos algumas dicas:
- Ao escovar os dentes evite deixar a torneira aberta, abra somente quando for enxaguar. Faça o mesmo quando for fazer a barba ou lavar as mãos.
- Evite dar descargas sem necessidade, e quando fizer aperte a válvula somente durante o tempo necessário.
- Evite banhos muito demorados, no máximo até 6 minutos seria o ideal.
- Ao lavar louça deixe os pratos, panelas de molho, e mantenha a torneira fechada na hora de ensaboar.
Seguindo essas dicas você contribui não só com a preservação da água, como também economiza seu dinheiro, reduzindo as contas de água.

...................................................

1- Na frase “Para contribuir com a economia desse recurso natural fundamental para nossa existência” A palavra sublinhada refere-se a que recurso natural?
( ) Ao planeta Terra
( ) Ao desperdício
( ) A água
( ) A economia

2- Esse texto fala sobre:
( ) Que todo mundo gasta água
( ) Dá dicas sobre como economizar água
( ) Como os peixes precisam de água.
( ) Ensina a escovar os dentes

3- Qual das alternativas abaixo tem o mesmo sentido da frase: “Precisamos preservar o meio ambiente”.
( ) Nós estamos destruindo o meio ambiente.
( ) Eles estão criando um novo planeta.
( ) Nós devemos cuidar da natureza.
( ) Podemos destruir livremente o meio ambiente.

4- Cite três lugares onde podemos encontrar água no planeta Terra.
a) ______________________
b) ______________________
c) _______________________

5- Quais são os três estados físicos em que a água pode ser encontrada?

.................................................................................................................................

6- Numere fazendo a correspondência entre as características da água e o seu significado:

1- Incolor ( ) sem sabor

2- Insípida ( ) sem cheiro

3- Inodora ( ) sem cor

7- Marque somente a alternativa que está INCORRETA:


( ) A água pode dissolver muitas substâncias.
( ) No ambiente, a água está em constante movimento formando um ciclo.
( ) Os três estados físicos da água são: sólido, líquido e gasoso.
( ) A água é um recurso natural sem importância.

8-Numere corretamente:
1-Condensãção ( ) do sólido para o líquido
2-Vaporização ( ) do gasoso para o líquido
3-Fusão ( ) do líquido para o sólido
4-Solidificação ( ) do líquido para o gasoso

9- Onde encontramos a maior parte da água que existe em nosso planeta e por que ela não pode ser usada para o nosso consumo?

A Água

A água no planeta
Cerca de 71% da superfície da Terra é coberta por água em estado líquido. Do total desse volume, 97,4% aproximadamente, está nos oceanos, em estado líquido.
A água dos oceanos é salgada: contém muito cloreto de sódio, além de outros sais minerais.
Mas a água em estado líquido também aparece nos rios, nos lagos e nas represas, infiltrada nos espaços do solo e das rochas, nas nuvens e nos seres vivos. Nesses casos ela apresenta uma concentração de sais geralmente inferior a água do mar. É chamada de água doce e corresponde a apenas cerca de 2,6% do total de água do planeta.
Cerca de 1,8% da água doce do planeta é encontrado em estado sólido, formando grandes massas de gelo nas regiões próximas dos pólos e no topo de montanhas muito elevadas. As águas subterrâneas correspondem á 0,96% da água doce, o restante está disponível em rios e lagos.

Oceanos e mares - 97%
Geleiras inacessíveis - 2%
Rios, lagos e fontes subterrâneas - 1%

A presença de água nos seres vivos
Um dos fatores que possibilitaram o surgimento e a manutenção da vida na Terra é a existência da água. Ela é um dos principais componentes da biosfera e cobre a maior parte da superfície do planeta.
Na Biosfera, existem diversos ecossistemas, ou seja, diversos ambientes na Terra que são habitados por seres vivos das mais variadas formas e tamanhos. Às vezes, nos esquecemos que todos esses seres vivos têm em comum a água presente na sua composição. Veja alguns exemplos.
     
Água-viva                                           Melância

A água-viva chega a ter 95% de água na composição do seu corpo. A melancia e o pepino chegam a ter 96% de água na sua composição.
Portanto a água não está presente apenas nas plantas; ela também faz parte do corpo de muitos animais.
É fácil comprovar que o nosso corpo, por exemplo, contém água. Bebemos água várias vezes ao dia, ingerimos muitos alimentos que contém água e expelimos do nosso corpo vários tipos de líquidos que possuem água, por exemplo, suor, urina, lágrimas, etc.

O que é a água?
A água é uma das substâncias mais comuns em nosso planeta. Toda a matéria (ou a substância) na natureza é feita por partículas muito pequenas, invisíveis a olho nu, os átomos.
Cada tipo de átomo pertence a um determinado elemento químico. Os átomos de oxigênio, hidrogênio, carbono e cloro são alguns exemplos de elementos químicos que formam as mais diversas substâncias, como a água, o gás carbônico, etc.
Os grupos de átomos unidos entre si formam moléculas. Cada molécula de água, por exemplo, é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. A molécula de água é representada pela fórmula química H2O. Em cada 1 g de água há cerca de 30 000 000 000 000 000 000 000 (leia: "trinta sextilhões") de moléculas de água.

Representação da molécula de água com os dois átomos de hidrogânio e um de oxigênio. As cores são meramente ilustrativas e o tamanho não segue as proporções reais.


A sustentabilidade dos mananciais: a ética do uso da água


"Sem uma visão sistêmica do ciclo das águas e sem uma ética do uso da água que implique o cuidado dos mananciais, comprometeremos sempre mais o abastecimento humano, a dessedentação dos animais e os demais usos". Confira artigo de Roberto Malvezzi sobre a má preservação de nossas águas.

Roberto Malvezzi (Gogó)

Quando a lei brasileira de recursos hídricos 9.433/97 incorporou em seu texto o uso prioritário da água para consumo humano e a dessedentação dos animais (Art. 10, Inc. III), ela estava assimilando uma escala de valores. Quando falamos em valores - e numa hierarquia de valores -, então estamos falando de ética.
Esses princípios já existiam a partir de uma reflexão global (Princípios de Dublin), quando setores da humanidade deram-se conta que estávamos mergulhando numa crise da água. Ela faz parte de uma crise civilizacional maior, que sobre usa os bens naturais acima do que a natureza pode oferecer, ou num ritmo mais veloz do que ela é capaz de repor. É o que se chama de insustentabilidade. 
Mas, há um vácuo na ética da água no Brasil. Não existe na lei brasileira de recursos hídricos nenhum parágrafo que normatize o cuidado com os mananciais, a não ser um princípio geral da referida lei que afirma ser necessária a gestão dos recursos hídricos integrada à gestão ambiental (Art. 30, Inc. III).
Em 2004, quando a Campanha da Fraternidade da CNBB questionou esse vazio, a resposta das autoridades é que essa dimensão estava implícita em outras leis ambientais, sobretudo no Código Florestal. Porém, o Código foi modificado.
Sem a vegetação, a penetração da água que forma os lençóis freáticos se reduz de 60% para 20%. Sabemos que é o rio aéreo da Amazônia que abastece todo sul e sudeste brasileiros, dependendo da evapotranspiração da floresta. Entretanto, quem pretende ter água nessa região, tem que respeitar também os parâmetros ecológicos locais para que ela esteja ao alcance. Logo, a compra de áreas de preservação na Amazônia em troca do desmatamento em nível local não soluciona o problema da recarga dos aquíferos. É preciso preservar a Amazônia e a vegetação local.
Os dois principais programas do governo federal para a água são no sentido de expandir o consumo. O Água para Todos visa realizar o valor primordial no uso da água que é o abastecimento humano. O Oferta de Água visa expandir seu uso econômico. Temos ainda investimentos pelo PAC em abastecimento humano, com o objetivo de ampliar os serviços de saneamento básico. Entretanto, não temos nenhum programa relevante em termos de proteção dos mananciais.
Sem uma visão sistêmica do ciclo das águas e sem uma ética do uso da água que implique o cuidado dos mananciais, comprometeremos sempre mais o abastecimento humano, a dessedentação dos animais e os demais usos.
O óbvio ulula diante de nossos olhos. 
Gostou dessa informação?
Quer contribuir para que o trabalho da CPT e a luta dos povos do campo, das águas e das florestas continue?
É inegável que, o fenômeno "La ninã" contribuiu para a instável situação hídrica, atualmente. Além disso, principalmente no sudeste, há precariedade de planejamento dos governos estaduais. Somado à despreocupação da maioria dos brasileiros, em relação ao uso da água, pode culminar em uma crise hídrica ainda, futuramente.
Dentre os inúmeros motivos que levaram a falta de água no sudeste, é incontestável que o clima grande "papel" neste contexto. Em 2014 o fenômeno que interfere na incidência de chuvas no sul, sudeste e centro-oeste brasileiro intensificou-se.
Dessa forma, as principais represas desses estados diminuíram, consideravelmente, o volume pluvial. Não só isso, mas também, o uso indiscriminado de água pela maioria, agravou ainda mais a situação dos sistemas de abastecimento hídrico.
Em São Paulo, o sistema Cantareira, responsável pela maior distribuição de água no estado, já apresentava erros de planejamento, mesmo antes da seca do ano passado. Nota-se que houve um despreparo dos governantes, provavelmente, por acreditarem que o Brasil, por ter extensas redes fluviais e bom período chuvoso anualmente, estaria livre de problemas hídricos.
Em virtude dos fatos mencionados, a natureza e o homem foram coautores, para a atual crise. Deveria ser investido mais na despoluição dos rios, para o reaproveitamento da água. Por exemplo, o rio Tietê que corta a capital do estado de São Paulo, se aproveitado, diminuiria o uso da reserva Cantareira. O que iria amenizar os efeitos de prováveis crises hídricas.


Questão 1
A água é um elemento de fundamental importância para a vida de todas as espécies da natureza. Quais as principais contribuições da água para o ser humano?
Questão 2
(Enem) Segundo uma organização mundial de estudos ambientais, em 2025, duas de cada três pessoas viverão situações de carência de água, caso não haja mudanças no padrão atual de consumo do produto.
Uma alternativa adequada e viável para prevenir a escassez, considerando-se a disponibilidade global, seria:
a) desenvolver processos de reutilização da água.
b) explorar leitos de água subterrânea.
c) ampliar a oferta de água, captando-a em outros rios.
d) captar águas pluviais.
e) importar água doce de outros estados.
Questão 3
(Enem) A possível escassez de água é uma das maiores preocupações da atualidade, considerada por alguns especialistas como o desafio maior do novo século. No entanto, tão importante quanto aumentar a oferta é investir na preservação da qualidade e no reaproveitamento da água de que dispomos hoje.
A ação humana tem provocado algumas alterações quantitativas e qualitativas da água:
I. Contaminação de lençóis freáticos.
II. Diminuição da umidade do solo.
III. Enchentes e inundações.
Pode-se afirmar que as principais ações humanas associadas às alterações I, II e III são, respectivamente:
a) uso de fertilizantes e aterros sanitários / lançamento de gases poluentes / canalização
de córregos e rios.
b) lançamento de gases poluentes / lançamento de lixo nas ruas / construção de aterros sanitários.
c) uso de fertilizantes e aterros sanitários / desmatamento/impermeabilização do solo urbano.
d) lançamento de lixo nas ruas / uso de fertilizantes / construção de aterros sanitários.
e) construção de barragens / uso de fertilizantes / construção de aterros sanitários.
Questão 4
(Enem) Considerando a riqueza dos recursos hídricos brasileiros, uma grave crise de água em nosso país poderia ser motivada por:
a) reduzida área de solos agricultáveis.
b) ausência de reservas de águas subterrâneas.
c) escassez de rios e de grandes bacias hidrográficas.
d) falta de tecnologia para retirar o sal da água do mar.
e) degradação dos mananciais e desperdício no consumo.
Questão 5
(Enem) A falta de água doce no planeta será, possivelmente, um dos mais graves problemas deste século. Prevê-se que, nos próximos vinte anos, a quantidade de água doce disponível para cada habitante será drasticamente reduzida.
Por meio de seus diferentes usos e consumos, as atividades humanas interferem no ciclo da água, alterando:
a) a quantidade total, mas não a qualidade da água disponível no planeta.
b) a qualidade da água e sua quantidade disponível para o consumo das populações.
c) a qualidade da água disponível, apenas no subsolo terrestre.
d) apenas a disponibilidade de água superficial existente nos rios e lagos.
e) o regime de chuvas, mas não a quantidade de água disponível no Planeta.
Questão 6
A poluição da água aliada ao desperdício tem gerado vários problemas para a manutenção desse bem tão precioso. Com o intuito de contribuir para a qualidade e uso responsável da água, cite algumas possíveis atitudes a serem tomadas.

Respostas



·         Resposta Questão 1
A água é um elemento essencial para a manutenção da vida: cerca de 80% do nosso organismo é composto por água; ela é responsável pelo transporte de nutrientes em nosso organismo; é um regulador de temperatura corporal; auxilia na eliminação de substâncias tóxicas durante o metabolismo; participa de todas as reações químicas no organismo humano; ela participa de todos os processos fisiológicos de digestão, absorção assimilação e de excreção; auxilia na prevenção de doenças (cálculo renal, infecção urinária, etc.), ou seja, a água é vida.


·         Resposta Questão 2
a) Verdadeiro – Numa perspectiva global, a reutilização de água seria a alternativa mais adequada para prevenir a escassez desse recurso. Essa atitude aliada à redução do desperdício, eliminação da poluição dos cursos d’água e desenvolvimento de projetos para uma melhor distribuição de água, poderá proporcionar água de boa qualidade para grande parte da população.
b) Falso – Esse é um processo pode gerar custos elevados em determinadas regiões, sendo, portanto, inviável. Outro aspecto negativo dessa alternativa é que a retirada de água subterrânea em grandes quantidades desencadeia um desequilíbrio no ciclo natural da água.
c) Falso – Essa medida não prevenira a escassez de água, pois irá causar uma exploração exagerada em alguns cursos d’água.
d) Falso – A captação de águas pluviais (água da chuva) é uma boa alternativa no processo de preservação da água, no entanto, a questão solicita uma alternativa que possa ser estabelecida em âmbito global, e em algumas regiões essa medida não seria eficaz, pois existem lugares no planeta que apresentam índices pluviométricos baixíssimos.
e) Falso – Essa medida não contribuirá para a preservação da água do planeta, visto que irá gerar um fluxo de retirada de água muito grande de alguns rios.


·         Resposta Questão 3
a) Falso – A utilização de fertilizantes e os aterros sanitários são grandes responsáveis pela contaminação do lençol freático (água subterrânea); no processo de canalização dos córregos e rios, há a retirada da mata ciliar, esse fato prejudica a infiltração da água no solo, tornado o local propício para inundações; No entanto, o lançamento de gases poluentes não altera a umidade do solo.
b) Falso – O lançamento de gases poluentes não contamina o lençol freático; o lixo depositado na rua não diminui a umidade do solo; a construção de aterros sanitários não influencia de forma significativa nas enchentes e inundações.
c) Verdadeiro – A utilização de fertilizantes e os aterros sanitários são grandes responsáveis pela contaminação do lençol freático (água subterrânea), pois os líquidos gerados por eles infiltram no solo, alterando a composição química da água subterrânea; o desmatamento está diretamente ligado à diminuição da umidade do solo, esse processo retira a mata que armazena água; as enchentes e inundações são causadas em decorrência da impermeabilização do solo, que impossibilita a infiltração da água no solo.
d) Falso – O lançamento de lixo nas ruas pode contaminar as águas subterrâneas através do líquido gerado por ele no processo de decomposição, podendo atingir o lençol freático; o uso de fertilizantes não altera a umidade do solo; os aterros sanitários não são os principais responsáveis pelas enchentes e inundações.
e) Falso – A construção de barragens não modifica de forma significativa os lençóis freáticos; o uso de fertilizantes não diminui a umidade do solo; os aterros sanitários não são os principais responsáveis pelas enchentes e inundações.


·         Resposta Questão 4
a) Falso – A redução de áreas agricultáveis não irá interferir na disponibilidade de água no país.
b) Falso – As águas subterrâneas não se esgotarão, pois elas são parte integrante do ciclo natural das águas.
c) Falso – As grandes bacias hidrográficas e os maiores rios não serão escassos, pois a quantidade de água existentes nesses cursos d’água é enorme. Pode haver a redução de seu volume.
d) Falso – O país possui muitas reservas de água doce, portanto, não há necessidade de desanilizar a água do mar.
e) Verdadeiro – Uma crise de água em território brasileiro pode ser desencadeada pela intensa degradação dos mananciais, diminuindo seu volume e comprometendo a sua qualidade. Outro aspecto que pode contribuir para esse fato é o desperdício, pois o uso exagerado e desnecessário desse recurso natural tem como consequência uma diminuição no volume dos cursos d’água.


·         Resposta Questão 5
a) Falso – As atividades humanas causam modificações na quantidade e, principalmente, na qualidade das águas, pois os efluentes gerados alteram drasticamente a composição das águas, causando a poluição hídrica. 
b) Verdadeiro – As atividades humanas alteram a quantidade da água através da grande utilização desse recurso, além dos desmatamentos, compactação e impermeabilização do solo que dificulta a infiltração de água, havendo uma redução de volume nos cursos d’água. A qualidade da água é afetada por meio dos esgotos gerados que são lançados nos cursos d’água sem o devido tratamento, essa atitude provoca a poluição hídrica. 
c) Falso – Compromete as águas subterrâneas, pois a água contaminada infiltra no solo e atinge o lençol freático. 
d) Falso – As atividades humanas causam alterações na composição química da água, e diminuem a quantidade de água no subsolo.
e) Falso – A quantidade e a qualidade são comprometidas, se há pouca chuva será refletido na quantidade de água dos cursos d’água.


·         Resposta Questão 6
- Aproveitar as águas da chuva, armazenado-as de maneira correta.
- Desligar o chuveiro ao ensaboar, e não tomar banhos demorados.
- Fechar a torneira enquanto escova os dentes.
- Acumular a roupa e lavar tudo uma vez.

- Aproveitar a água utilizada para lavar a roupa e reutilizá-la na limpeza da casa.
- Lavar o carro utilizando baldes ao invés de mangueiras.
- Acabar com o pinga-pinga da torneira.
- Reduzir o consumo doméstico de água potável.
- Não contaminar os cursos d’água.
- Agir como consumidores conscientes e exigir que as empresas produzam detergentes e produtos de limpeza que diminuam a poluição do meio ambiente (biodegradáveis);
- Evitar o desperdício, cuidando dos vazamentos de água, e não lavar as calçadas utilizando água potável.
- Instalar aerador (peneirinha) nas torneiras da casa para reduzir a vazão de água.

MATEMÁTICA




Artes

PEÇA TEATRAL: VISTA MINHA COR, SINTA MINHA DOR

PROLOGO
Mestre de cerimônia ( CAUDIONOR ) – Há muitas historias para contar. Muitas delas acontecem todo dia, a todo instante, perto de nos, mas passam despercebidas. Bem escondida em meio a realidade, existe uma doença do espírito. Vamos descobrir qual é?( sem aparecer)
Entra o mestre de cerimônia e declama as piada
_ Negro bom é negro de alma branca.
_ negro quando não faz besteira na entrada faz na saída.
_Se Deus fez raças diferentes é pra elas não se misturarem.
_ O que acontece com o negro se cair num monte de merda? Ela aumenta.
_quando é que negro é gente? Quando batem na porta do banheiro e ele responde : tem gente!
O que mais brilha no negro? As algemas.
_ Ei! Você ai! Tá rindo de que? Tá achando engraçado é?!VISTA MINHA COR, SINTA MINHA DOR!
CENA I
MÚSICA DOS RACIONAIS MC’S, NEGRO DRAMA
Entra um rapaz negro, vestido de terno e gravata, sapatos luminosos. Movimenta-se com sutileza e firmemente. Olha a plateia de modo firme e sereno. Em seguida, vê um mendigo branco, que estende o chapéu desgastado em sua direção. Ele da a esmola.
PEDINTE ( WADSON) _ Valeu Doutor!
O rapaz faz leve cumprimento e sai.
Entra uma senhora negra, trajada com um vestido longo, andando distraída pela rua, quando um menino branco ( MESSIAS ) passa e rouba a sua bolsa. Ela grita:
Senhora Negra(NAYANE ) _Branquinho pivete!
Entra o policial (EDUARDO) _ O que foi madame?
SN _Ora, fui roubada!
P_ Como era o marginal?
SN_ um moleque branquelo...
Sai a senhora. O policial começa a procurar o delinquente. De repente pergunta à plateia:
_Ei! Vocês viram um individuo com pinta de marginal por aqui? Aquele meliante roubou na cara- dura uma senhora de respeito na saída do banco.
Aparece o rapaz negro novamente ( MESSIAS )
RP _ Olá sargento, muito trabalho?
P_ Só uma figura que tá fazendo terror aqui no pedaço. Mas eu acerto ele. Não viu ninguém suspeito por ai?
RN _Olha, pra falar a verdade, eu avistei um rapaz não muito confiável. Ele foi por ali.
P_ Valeu doutor.
RN _ Disponha. Boa noite. ( sai)
Entra um menino branco ( LEANDRO) que ate então não havido aparecido na cena.
P- Ei! Tu ai , malandro!
MB _ Tá falando comigo autoridade?
P_ tem outro malandro na área?
MB_ Se quer saber, eu estudo, valeu, aqui perto mesmo!
P_ Vai passar a lição na cela, brancão!
MB_ Ei! Qual é? Não fiz nada, meu!
P_ Cala a boca, seu branquelo!

INTERVALO
Entra o mestre de cerimônia, meio negro, meio branco, trazendo pelo braço um senhor branco( GABRIEL).
MC_ Este cidadão é bastante conhecido, está muito presente no nosso dia-a-dia. Apresento-lhes o cidadão branco. Detalhe, ele não é racista.
CB ( ANDRESSA) _Racismo não existe mais, isso foi só na época da escravidão. É isso aí, nesse país todos são tratados como iguais, tá na constituição. O preto já pode fazer coisa de branco, não é mais como antes.
MC_ Este, senhoras e senhores, é o cidadão negro, personalidade antes alegre. Mas, que anda agora falando sério.
CN (GIRLAINE)_ A escravidão não nasceu com ninguém, foi criada pelo preconceito e pela maldade do homem. Negro não é sinônimo de escravo. A escravidão é filha do racismo, e não o contrario, e ela permanece ate hoje.
CONTINUA A MÚSICA DOS RACIONAIS
CENAII
Entra um rapaz branco (LEANDRO ). Numa mesa, uma secretaria negra ( EDVANIA ) de cabelos étnicos.
SN_ Diga.
RB_ Eu vim pelo anuncio...
SN_ ( interrompendo-o) A vaga já foi preenchida!
RB_ Mas, eu cheguei a seis da manhã, eu fui o primeiro a chegar...
SN_ Só que não tem mais vaga.
RB_ E esse pessoal ai na fila?
SN_ Estão retornando para entrevista.
RB_ Mas, o anuncio?
SN_ Escuta, ô, rapazinho, o anuncio diz boa aparência, entendeu? É pra tratar com cliente VIP, você não serve.
RB_ Mas eu tenho experiência.
SN_ Não posso fazer nada.
MUSICA CAPOEIRA
INTERVALO
CB ( Andressa) _O Problema dos pretos é que eles mesmos se excluem. É preciso que eles se valorizem, tenham alma branca, limpa, clara.
CN ( Girlaine) _Será mesmo? Qual é a cor da maioria dos médicos, juízes, prefeitos, governadores, presidentes... quantos  são negros?
CB_ De repente eles não estão afim.
CN_ somos a metade da população do Brasil, e somos tratados como minoria.
MC ( Claudionor)_ Senhoras, deixem de discussão. Afinal, este país é uma democracia, um paraíso onde todos podem falar o que quiser .
CENA III
MUSICA IDENTIDADE, JORGE ARAGÃO
Entra uma menina branca pobre de cabelos lisos, e sua mãe, uma senhora branca de cabelo crespo ( LARISSA).
SB_ Que imundice de cabelo ruim o dessa menina! Não dá pra fazer uma trança, até broche cai! Não sei quem tu puxou.
A menina chora.
MB _ Mãe eu queria ter cabelo de negra.
Entra o propagandista ( LUCAS MORAES)
P_ AHHHAAÁ! Enrolife é a solução!
Mãe e filham ficam surpresas.
As duas_ Como?!
P_ Ora, esse é o mais moderno produto para beleza e boniteza dos cabelos, que faz ate cabelo de careca enrolar!
SB_ Não conheço.
P_ Pois é verdade. Não é milagre, é Enrolife! O xampoo que faz seus cabelos virar Black Power!
SB_ Ah! Me dá logo três pra garantir. Agora eu resolvo o problema desse macarrão escorrido na cabeça dessa menina.

MUSICA GOSPEL
INTERVALO
CENA IV
MUSICA ROMANTICA
Um casal de namorados ( EDVANIA E GABRIL) em momento ternura de um passeio publico, de mãos dadas. Enquanto isso, um mendigo         (WADSON) levanta-se e observa o casal, uma negra e um branco e comenta com o publico:
M – Branquelo transparente se deu bem, hein?! Arranjou uma moça linda pra namorar. É... Mas, aí tem. Com certeza, ou ele tem grana, ou fez feitiço pra ela ou ela é cega. Uma mulher dessa, de boa aparência, boa pessoa, namorando um elemento desse. Ah, se fosse minha filha...
Entra o pai da moça negra (LUCAS MORAES).
PN – Minha filha, que vergonha. Afasta-te dessa coisa feia, desse branco sujo.
MÇN – Mas, Pai, eu...
PN – Cala a boca! Não estou dizendo! Escuta bem: filha minha não namora com malandro.
RB – Mas, eu trabalho, Doutor.
PN – Que trabalha! Gente da tua cor só serve para limpar chão e morar na cadeia.
MÇN – Papai!
PN – Vamos para casa. Não a quero conversando com esse, esse...sem cor... esse bacalhau!
A expressão do rapaz é desoladora. Ele se queda tão chocado que não consegue chorar, apenas fica de olhos vidrados e sai cambaleante.
Entra o propagandista e lhe anima, convidando-o a comprar, e o leva para fora de cena:
P –Tudo isto é fácil de resolver. A linha Enrolaife trouxe para você o mais fabuloso enegrecedor. Você dorme pálido e acorda de cor.
INTERVALO
CB (ANDRESSA) – Viram isto? Ora, senhoras e senhores, é a prova de que nossa sociedade é justa e igualitária. Não precisa desse negócio de cotas, é besteira. Até eu, que sou branco puro, me misturo com as neguinhas de vez em quando.
CN (GIRLAINE)– Somos diferentes na beleza e na cultura. A sociedade racista nos trata diferente, como se não fôssemos gente. Por isso, é preciso leis que combatam a desigualdade, equilibrem a balança social
MUSICA RAP
CENA V

Menina Branca limpa o chão da casa (LARISSA). De repente, pára e exibe seus cachos, orgulhosa.
MaB – Sou uma nova pessoa, Enrolaife mudou a minha vida. Sou quase uma negra pura. Ah! Como eu queria ter a pele preta, aquele lindo brilho nos olhos e o sorriso alvo. Por que será que Deus me castigou com essa pele desbotada, opaca, sem vida.Mas, com Enrolaife, ao menos meus cabelos se ajeitaram, e eu tenho mais orgulho de mim mesma. Se eu tivesse grana, casava com um negro ma-ra-vi-lho-so.
A menina continua a limpeza. Entra o Senhor Negro.
SrN – Ei, menina, você não está limpando direito esse piso. Que imundície! Mas, (a pega pelo braço e olha a pele dela) Ah! Claro! Tinha de ser. Logo vi que era serviço de branco.
MaB(LARISSA)– Mas, seu minino, dá até pra ajeitar os cachos no espelho que tá esse chão.
SrN – Vocês, brancos, não se ajeitam mesmo, quando não sujam na entrada...
MaB(LARISSA) – Não seu minino,meu irmão vai é ser doutor, tá istudando.
SrN – Rá! Rá! Com certeza. Escuta, ô, mocinha, lugar de branco é na favela e no sanitário. Teu irmão tem que aprender o lugar dele.
Chega a Senhora Negra de cabelos lisos, esposa desse Senhor.
SaNL(NAYANE) – Querido! Não se misture com essa gente! Gente assim só enegrece quando tem talento pra cantar, jogar futebol, ser atleta. Alguns brancos merecem viver no nosso mundo, são vencedores, são bonitos, são exceção.
MaB(LARISSA – Vocês são é racista.
SaNL(NYANE) – Não diga besteira, minha filha. Se há discriminação é social. Existem pessoas por aí (nós, não, claro, somos humildes), existem pessoas por aí que tratam mal os pobres. Os pobres, coitados, são desprezados. Não tem nada a ver com brancura.
SAMBA
CENA VI

Amigos Negros chegam de um baba e se reúnem num bar pra tomar um refrigerante.
A1(CLAUDIONOR)–Não quero aquele branquelo no meu baba. Tu sabes a diferença entre elee um rato? O rato tem inteligência.
A2(LUCAS MORES) – Essa é boa. E tu sabes o que acontece se a gente jogar um branco de cima de um prédio?
A3(MESSIAS) – Ele morre?
A2 – Não. Se cair no chão é leite azedo, se voar é PEIDO.
A1 – Beleza! Rá! Rá! Rá!
A3 – Só sei que negro correndo é atleta e branco correndo é comédia.
A1 – Rá! Isso aí. Vi um branco correndo, é um monte de carne mole.
A3 – Eu gosto de branco, principalmente com cebola e batata.
A2 – Ei! Ó os homens aí.
O camburão estaciona. Descem os policiais, salivando para humilhar alguém. Vão direto ao grupo de brancos. Enquanto isso, os amigos negros observam e riem.
P1(EDUARDO) – Vocês aí! Ô pivete, documento!
RB1(WADSON) – Mas, não são nem dez da noite.
P1 – Tá me desafiando. Moleque? Cadê a identidade?
P2(GABRIEL) – É isso aí! Respeito, malandro. Todo mundo no chão!
RB2( LEANDRO) – Ei! A gente trabalha, viu. Por que não revista aqueles boyzinhos ali?
P2 – Cala a boca, brancalhada! Vamo lá, todo mundo recolhido!
Gritaria geral. Mas, não há como resistir, os policiais estão armados, e, facilmente, amarram com cordas os rapazes e os empurram para dentro do camburão.
A cena congela.
EPÍLOGO
CN(GIRLAINE) - Isto que vocês acabaram de assistir é uma farsa? Os lugares estão errados? Eu respondo!
Tudo isso acontece diferente. Esse mundo o negro vê. Mas, no lugar do branco está ele. E muita gente acha comum, engraçado, normal.
Agora, quando o branco fica no lugar do negro, as pessoas talvez achem estranho, chocante, sem sentido.
Ei, negro! Ponha-se no seu lugar!
É isso o que diz o racista, achando que é justo.
E eu, agora, digo: Ei, branco, ponha-se no meu lugar! E você vai ver como é ter na pele, no cabelo, em todo o teu ser...A marca que te faz ser visto como o diferente, o esquisito, o inferior.
Então, pense no que acabou de ver. E, ponha-se no meu lugar.
Ponha-se no meu lugar! E me diga:
Isso é racismo? Isso é racismo?
TEMPO PARA A PLATÉIA
E, lembre-se, negro não é coitado, é injustiçado.

Atividade 1: Jornal mural 

O jornal é uma janela de papel que reflete valores éticos através dos mais variados temas tornando-se assim uma ferramenta importante para o educador trabalhar sobre um prisma reflexivo e critico.
 


Objetivos: Fazer uma reflexão e discussão sobre os valores éticos
 
Materiais: jornais, cola, tesoura, cartolina
 

Desenvolvimento da atividade
 

1. A classe será dividida em grupos;
 
2.Cada grupo irá elaborar um jornal mural;
 
3. Os alunos pesquisaram em vários jornais, noticias e reportagens que contenham os seguintes temas: solidariedade, diálogo, justiça e respeito mútuo;
 
4. Recortaram as noticias e reportagem e montarão um jornal mural, dividindo o jornal em nos temas citados;
 
5. O jornal deverá ter um nome, escolhido pelo grupo.
 
6. Após a elaboração do jornal, os grupos escolherão uma noticia ou reportagem para expor e expor os pontos positivos e importantes presentes.
 
7. O jornal será exposto no mural da escola ou da classe.
 


Atividade 2: Literatura infantil e os valores éticos 

A literatura infantil é uma maravilhosa fonte para trabalhar valores éticos, como respeito mútuo; justiça; diálogo e solidariedade. Porque trazem no seu conteúdo lições para a vida são de grande valor na formação do caráter.
 


Objetivos: Estimular o diálogo e a análise critica.
 
Materiais: histórias infantis
 

Desenvolvimento
 

1. As carteiras ficarão no formato de U;
 
2. O professor fará a leitura da história para a classe;
 
3. Após a leitura haverá um debate direcionado pelo professor, sobre os valores éticos presentes na história e sobre as atitudes dos personagens.
 
Exemplos de questionamentos:
 
_ Como vocês agiriam numa situação semelhante? Por quê?
 
_ Como vocês avaliam as escolhas dos personagens? Por quê?
 

Indicação de histórias:
 

Cinderela e A bela adormecida, que tem como tema central a inveja, mostrando claramente que a falta de respeito mútuo pode causar na vida das pessoas, também mostra as dois tipos de vida: de um lado, a vida satisfatória, repleta de felicidade, pessoas que se respeitam e que amam tudo a sua volta; e de outro lado, o mais obscuro dos sentimentos, a inveja, o desejo de querer o que é do outro.
 


Branca de Neve e os sete anões, onde a bondade e a solidariedade ficam evidente quando os sete anões abrigam a Branca de Neve.
 


Atividade 3: Análise de filme
 

Muitos filmes infantis trazem nas entrelinhas de suas histórias, valores morais e éticos que podem ser abordados em sala de aula. Dessa forma, o professor precisa aproveitar isso para atrair o aluno para assunto ética, porque o filme apresenta muitas possibilidades e dependendo da criatividade do professor em conduzir o processo lúdico de ensino, pode ser uma experiência riquíssima, principalmente considerando as possibilidades de se estabelecer uma relação entre o conteúdo do filme com a realidade, tornando a aprendizagem mais dinâmica, crítica e participativa. E com certeza a criança assimilará melhor as informações tornando-se mais crítica e coerente.
 


Objetivos: desenvolver a audição (ouvir o outro); refletir sobre as situações vividas pelo personagem do filme; relacionar as vivências familiares com as apresentada no filme; debater sobre as atitudes e dos personagens e comparar com as próprias vivências do dia-a-dia.
 


Desenvolvimento
 

1. Os alunos assistirão ao filme;
 
2. O professor irá para o filme em alguns trechos para que se tenha um analise das atitudes dos personagens, para tanto haverá um questionamento por parte do educador.
 
“O que aconteceu?”
 
“Vocês acham essa atitude certa ou errada?”
 
“Como vocês agiriam?”
 
3. Para que o trabalho não se torne cansativo, ele poderá ser dividido em partes, em dias da semana. Assim o filme poderá ser trabalhado durante uma semana.
 

Indicações de filmes e valores éticos que podem ser abordados:
 

Mulan- Pode-se trabalhar a questão da discriminação, da perseverança e da diferença entre os gêneros, porque é nesse filme mostra a época que as mulheres só serviam para casar-se e terem filhos, elas não podiam ter as funções e a liberdade de um homem.
 

O Corcunda de Notre Dame- pode-se trabalhar também a discriminação e a falta de solidariedade e respeito mútuo.
 

O espanta tubarões o professor pode trabalhar as conseqüências das mentiras, porque toda mentiras inventada por Oscar, o personagem principal acarretou em coisas boas e ruins, então o professor pode discernir junto com as crianças, o certo do errado.
 

Irmão urso- Nesse filme Kenai como resultado de sua jornada, começa a questionar tudo o que sabe e aprende várias lições importantes sobre o verdadeiro significado da fraternidade.
 
O professor pode trabalhar também a questão das aparências, como diz um velho ditado: “As aparências enganam”.
 


Atividade 4: Auto-avaliação 

Objetivos: Fazer com que o aluno faça uma reflexão e auto-avaliação sobre suas atitudes; construir uma imagem positiva de si e o respeito próprio.
 
Materiais: figuras de personalidades, uma caixa de sapato com tampa, um espelho pequeno, papel color sete.
 

Esta atividade também pode ser aplicada quando os alunos estão rotulando os colegas pelas ações, colocando apelidos.
 

Preparando a atividade:
 

1. Recorte as figuras de personalidades e as guarde;
 

2. Cole o espelho dentro da caixa de sapato e a tampe, encape a caixa com papel color sete.
 
3. Faça um recorte na tampa para que o aluno possa ver o próprio rosto na caixa de sapato.
 


Desenvolvimento da atividade
 

1. Faça um U de carteiras;
 
2. Coloque a caixa de sapato numa mesa e ao lado dela várias figuras de personalidades;
 
2. O professor explicará que cada aluno será chamado para dar nota de 1 a 10 as atitudes, valores éticos, da personalidade que estará na caixa, e que deverá explicar o que a personalidade tem de bom que recebeu essa nota. O aluno não poderá dizer para os colegas para qual personalidade o educando deu nota
 
3. O professor fará que coloca a figura na caixa, mas na verdade a deixa num canto da caixa, para que o aluno possa ver apenas o espelho e a sua própria imagem.
 
4. É importante que o professor valorize as atitudes positivas dos alunos.
 



Atividade 5: Zelo com a nossa escola 

Objetivos: zelar pelo bom estado das dependências da escola; valorizar o patrimônio
 
Materiais: cartolina, pincel atômico, fita adesiva.
 

Esta atividade também pode ser aplicada quando os alunos demonstram falta de zelo com a sala de aula e com a escola: jogando papel no chão, rabiscando carteira, colocando mãos sujas nas paredes.
 

Desenvolvimento da atividade:
 

1. A classe será dividida em grupos;
 
2. Cada grupo através de um sorteio saberá qual local da escola ira cuidar;
 
3. Os grupos deverão fazer um relatório de como se encontra o local;
 
4. Os grupos também farão uma entrevista com o responsável pelo limpeza do local para saber como funciona a conservação e como os alunos agem em relação a conservação deste local.
 
5. Será feito um cartaz pelo grupo com itens de conservação, esse cartaz será fixado no local.
 
6. O grupo ficará responsável de durante a semana acompanhar seus os alunos da escola estão seguindo os itens, para tanto farão um relatório diário de conservação do local.
 
7. Ao término da semana o grupo fará uma avaliação de como o local foi cuidado pelos alunos da escola e o que os alunos não fizeram, essa avaliação será feita num cartaz que será fixado ao lado do outro cartaz, aquele colocado com os itens de conservação;
 
8. Na sala de aula os alunos apresentarão seus relatórios para os outros grupos que relataram suas experiências, isto é, como se sentirão em relação a atividade.
 


Atividade 6: A flor dos valores éticos 
Objetivo: Esta dinâmica fará o aluno perceber a importância dos valores éticos 
Material necessário: Papel de seda de várias cores.
 

Está atividade pode ser aplicada também quando alguns alunos na classe estiverem apresentando problemas relacionados aos valores éticos como respeito mútuo, porque a mensagem é que todos devem mudar e podem florescer.
 

Preparando a atividade:
 

1 - O professor deve cortar o papel de seda para que fique do tamanho de um papel sulfite cortado ao meio.
 
2 - Deve distribuir um pedaço para cada participante, procurando diversificar as cores.
 


Desenvolvimento da atividade:
 
1 – O professor motivará os alunos, dizendo que a folha que eles têm na mão é a vida de cada um deles. Pedirá para que notem que um lado da folha é liso e o outro, um pouco mais áspero, eles podem indicar o certo e o errado.
 

2- O professor deverá pedir aos alunos que segurem as folhas numa das pontas, fazendo-as balançar para ouvir o barulho (a vibração). Deverá explicar que nem sempre tudo todos fazem o que é certo.
 

3- O professor perguntará o que faz que agimos de forma errada, sem respeito mútuo, sem solidariedade, sem justiça, sem diálogo. Deverá solicitar a ajuda dos alunos para que citem outros exemplos, e cada palavra anunciada, pedirá que amassem o papel, até ficar uma bolinha.
 
4- Com a bolinha na mão, o professor perguntará ao grupo: “O que devemos fazer com esta bolinha agora?”.
 

5. Se alguém disser para que se jogue fora a bolinha, o professor intervirá dizendo que não podemos jogar fora nossos valores éticos, mas sim reconstruí-los.
 

6. O professor deverá motivar os alunos a dizerem palavras como diálogo, respeito mútuo, justiça, solidariedade, responsabilidade, zelo, lealdade, liberdade, coleguismo e a cada palavra vai-se abrindo novamente o papel
 

7 - Com o papel todo aberto, o professor deverá dizer que o papel está cheio de rugas. Essas rugas são os valores antigos. E deverá pedir que os alunos balancem o papel para ver se os valores antigos vibram. Nesse momento, pede ao grupo para balançar a folha. Agora a vibração é bem menor.
 

8 - O professor pedirá aos alunos para dobrarem as folhas ao meio e recortá-las em duas partes. Juntando essas duas partes, pede para recortá-las novamente, ficando agora com quatro partes.
 

9 – O professor orienta os alunos a trocar os pedacinhos com os colegas, de maneira que cada um fique com quatro pedacinhos de cores diferentes.

10 – Após a troca pedirá para colocarem os pedacinhos de maneira que fique um na horizontal e outro na vertical, formando duas cruzes.
 

11 - Os alunos deverão colocar o dedo indicador no centro das “cruzes” e modelar uma flor. O professor explicará que por mais que tenhamos valores anti-éticos, ainda podemos florescer e mudar nossos valores. Porque podemos até perder a vibração, mas podemos florescer novamente.
 

























Atividade 7: Interpretação da imagem 

Objetivos: Fazer com que o aluno faça uma reflexão sobre valores
 

Materiais: figuras com situações de solidariedade, respeito mútuo, justiça, dialogo, zelo, lealdade, responsabilidade, honestidade, coleguismo.
 

Desenvolvimento da atividade
 

1- A classe será dividida em grupos de até quatro alunos;
 
2- Os grupos receberão figuras que demonstram valores éticos para que os alunos identifiquem esses valores.
 


Atividade 8: O corredor da amizade 

Objetivo: desenvolver o respeito mútuo
 
Materiais: um CD de música e aparelho para tocar o CD
 
O professor pode desenvolver também esta atividade quando perceber que os alunos não aceitam alguns colegas em seus grupos.
 
Desenvolvimento da atividade
 
1. primeiro na sala de aula o professor irá explicar que todos tem qualidades e que só na convivência, no dia-a-dia que percebemos as qualidades do outro. O educador questionará quais são as qualidades que uma pessoa pode ter.
 
2. Após a explicação a classe formará um corredor, com o distância mento de 1 m. entre os alunos, sendo um de frente para o outro;
 
3. O professor colocará uma música suave e passará por esse corredor um aluno de cada vez, formando o corredor novamente no final;
 
4. Quando o aluno passar de olhos fechados pelo corredor bem devagar, cada aluno dirá no seu ouvido uma qualidade do colega.